O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu nesta segunda-feira (2) que os países “concluam o trabalho” e finalizem o acordo internacional sobre pandemias. Ele falou na abertura da nona reunião do grupo de negociação, em Genebra, na Suíça, que segue até 13 de novembro.

O acordo foi adotado pelos países-membros em maio de 2025 para servir de base no enfrentamento de futuras pandemias, como a de covid-19. Mas uma parte essencial ficou para depois e, mesmo após oito reuniões desde julho de 2025, ainda não há consenso entre países ricos e em desenvolvimento.

A peça que falta

O ponto em aberto é o chamado PABS, um anexo que define as regras de acesso a vírus e bactérias com potencial de causar pandemias e de como serão repartidos os benefícios, como vacinas, testes e remédios. Sem esse anexo, o acordo não pode entrar em vigor. Tedros o chamou de “a última peça que falta” do quebra-cabeça.

O diretor-geral lembrou que, na covid-19, as vacinas foram desenvolvidas rapidamente, mas muitos países tiveram de esperar enquanto outros compravam mais do que precisavam. Segundo ele, essa desigualdade custou vidas e prolongou a pandemia.

Surtos recentes

Tedros citou o surto de ebola na República Democrática do Congo, declarado em maio, com quase 5 mil mortes entre mais de 10 mil infectados, e um surto de hantavírus que matou três pessoas em um navio de cruzeiro em abril.

Com informações da Agência Brasil, com Agência Lusa.